Titre

"Constructions de cultures, politiques et pratiques d'inclusion dans l'enseignement supérieur" (Construção de Culturas, Políticas e Práticas de Inclusão no Ensino Superior)

Auteur Eliane de Oliveira Rodrigues
Directeur /trice
Co-directeur(s) /trice(s) Pr. Akkari
Résumé de la thèse Este trabalho tem como foco as tendências internacionais de inclusão em educação, mais especificamente as políticas de inclusão do Ensino Superior. Atualmente, se de um lado há uma conjuntura política que percebe a importância do Estado no gerenciamento das políticas públicas, de outro há uma forte manifestação de interesses privados representados pela sociedade civil em atuação nas ações políticas no mundo. Com a globalização, os sistemas educacionais ganharam uma diferente marca para as fronteiras entre o público e o privado. Apoiados nos estudos humboldtianos de colocar as instituições superiores como locus de formação cultural e humana e acreditando que a inclusão é um processo (SANTOS, 2008, 2012) que colabora no deslocamento institucional e humano para pensar a diferença, instauramos nossas questões pautadas na situação complexa e paradoxa que vivemos. Frente a realidade de uma agenda para a Educação pautada na Economia Global, quais as concepções subjacentes nas tendências internacionais das políticas de Inclusão do Ensino Superior? É possível inclusão em educação em um sistema pautado pela competitividade? Quais inclusões e exclusões surgem na Universidade contemporânea? No intuito de responder algumas destas questões, nosso objetivo geral é investigar quais as tendências internacionais das políticas de inclusão que permeiam o Ensino Superior e de que maneira colaboram na construção de culturas, políticas e práticas de inclusão e exclusão. Especificamente traçamos também os objetivos de compreender o cenário nacional e internacional de políticas de inclusão em educação superior; identificar quais os pensamentos hegemônicos presentes em cada tendência internacional de inclusão; comparar duas instituições de ensino superior no que tange às políticas e princípios de inclusão. Metodologicamente, em um primeiro momento faremos uma análise documental, no segundo uma análise institucional e por último, a fim de completar a necessidade de triangulação dos dados, partiremos para a aplicação de um questionário com os atores que trabalham na gestão das políticas de inclusão das instituições pesquisadas. Para discutir sobre Estado e suas políticas, na perspectiva que nos interessa – Inclusão em Educação - cabe-nos refletir sobre inclusão/exclusão e de que modo a construção do Estado foi criando o Homo Sacer. Esse termo latino, ao ser traduzido, passa pela definição tanto de maldito quanto de sagrado. Essa figura do direito arcaico romano aparece como a primeira imagem que envolve sacralidade relacionada com a figura humana Assim, incluir fica na interminável questão: como fazer? Enquanto poderíamos questionar: o que é inclusão? Para quê? Porque? Incluir quem? Para quem? Na lógica da técnica, inclusão aparece como uma emergência e não como um problema filosófico que põe em xeque uma realidade de exclusão e processos violentos e invisíveis de aniquilamento do outro. Na competitividade em que se insere, incluir é mais um problema a ser respondido nas avaliações externas feitas na escola, do que como ponto convulsivo de uma sociedade que vê em seu próximo um sujeito adversário e perigoso. Assim, Homo sacer é um sujeito necessário, pois é na figura dele que veremos a 'bondade' e medidas 'justas' do sistema e do bloco do poder hegemônico que atua em nosso “Estado de Emergências”.
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